sábado, 31 de maio de 2008

[Em DVD] Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL

-> Informações Gerais:

Título Original:
Indiana Jones and The Kingdom of the Crystal Skull
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 122 min.
Classificação Etária: 12 anos
Lançamento (BR): 22 de Maio de 2008
Site Oficial: http://www.indianajones.com/
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: David Koepp, baseado em estória de George Lucas e Jeff Nathanson e nos personagens criados por George Lucas e Philip Kaufman
Elenco: Shia LaBeouf, Harrison Ford, Cate Blanchett, John Hurt, Ray Winstone, Karen Allen e Jim Broadbent
Sinopse: 1957. Indiana Jones (Harrison Ford) e seu ajudante Mac (Ray Winstone) escapam por pouco de um encontro com agentes soviéticos, em um campo de pouso remoto. Agora Indiana está de volta à sua casa na Universidade Marshall, mas seu amigo e reitor da escola, Dean Stanforth (Jim Broadbent), explica que suas ações recentes o tornaram alvo de suspeita e que o governo está pressionando para que o demita. Ao deixar a cidade Indiana conhece o rebelde jovem Mutt Williams (Shia LaBeouf), que tem uma proposta: caso o ajude em uma missão Indiana pode deparar-se com a caveira de cristal de Akator. Agentes soviéticos também estão em busca do artefato, entre eles a fria e bela Irina Spalko (Cate Blanchett), cujo esquadrão de elite está cruzando o globo atrás da Caveira de Cristal.

-> NOTA / Cinéfilos do Cinema (MÉDIA): 4,0
-> Críticas:

- Por Júlio Boll:
Resolvi dar nota baixo para "Indiana Jones 4" não pelo fato do filme ser ruim. Sim, ele é ruim porém é mais pelo fato de ter sido um filme aguardado por 20 anos e ter sido uma verdadeira decepção.
Esperado por gerações de cinéfilos, a produção tem um roteiro apagado e sem grandes emoções. Os efeitos até convencem, mas a mistura de três locações (Amazônia, Foz do Iguaçu e México) ficaram estranhas, como se fosse um do lado do outro. Isso me irritou um pouco.
Além disso, o esperado retorno de Harrison Ford não foi tudo aquilo. Sua atuação foi bem mediana. Os outros atores também não fazem grande coisa. A única coisa que se salva em quase duas horas de filme é a trilha-sonora, uma composição única e bem trabalhada por John Williams, que sempre faz ótimas faixas.
Enfim, Spielbierg e Ford não conveceram nem um pouco em torno de uma lenda da história do cinema. Infelizmente, deve ser o pior blockbuster do ano.
Nota: 3,0

- Por Mateus Pereira:
Após quase 20 anos de espera, Indiana Jones está de volta, mas essa espera não valeu completamente a pena.
O "carro-chefe" da decepção foi indiscutivelmente o roteiro, que decepciona principalmente no final quando aparecem os ETs e a nave extraterrestre e isso acabou estragando o filme todo em parte, uma grande parte, na verdade. É quase inacreditável saber que a demora pra escrever o roteiro definitivo foi longa e acabou ficando uma história um tanto chata e forçada. Claro que roteiro não é um total desastre, possui diálogos inteligentes e divertidos e a cena inicial é surpreendente, mas se dependesse exclusivamente do roteiro, não valeria a pena comprar nem o ingresso.
Atuações razoáveis, destacando a sempre impecável Cate Blanchett que com seu ótimo trabalho com o sotaque conseguiu levar sua personagem durante o desenvolvimento da história de forma admirável. Outro ator merecer de destaque John Hurt, que conduziu seu personagem de forma simples e divertida. Os outros atores (Shia LaBeouf, Ray Winstone e Jim Broadbent) tiveram atuações neutras, até o próprio Harrison Ford, mas é aceitável até certo ponto.
Outro problema é a falta de foco na história, fica naquele "vai ou não vai?" que já está virando algo muito presente no cinema atual, talvez se tirassem algumas cenas desnecessárias e cansativas a edição final ficaria muito melhor e consequentemente a história teria mais foco.
Trilha sonora ficou relativamente boa, apenas faltou maior destaque, acabou ficando meio apagada, mas a composição em si de John Williams ficou ótima.
As cenas de ação são bem coreografadas, mas muito forçadas, Indiana não se machuca nem uma vez, nem mesmo quando aquela "cidade" é explodida e ele se esconde numa geladeira e sai completamente ileso, ou seja, a maquiagem é um desastre. Outra cena forçada é quando o filho do Indiana dá uma de Tarzan com os macacos que depois atacam os vilões. Realmente inacreditável saber que Steven Spielberg deixou o filme chegar a esse ponto.
E por fim, efeitos especiais bonzinhos, mas em algumas cenas acabam se tornando extremamente irreais e forçados.
Entre prós e contas, certamente para alguns vale a pena pagar o ingresso e outros não, o crucial é não ficar com muitas expectativa pois muitos acabarão se decepcionando bastante, até por ter sido considerado um dos filmes mais esperados do ano.
Eu não vi ainda as histórias anteriores de Indiana, mas certamente essa não foi a melhor, indiscutivelmente.
Resumindo tudo em uma palavra: decepcionante.
Nota: 5,0

-> Extras:

- Trailer:



domingo, 25 de maio de 2008

[Em DVD] Cães de Aluguel


CÃES DE ALUGUEL

-> Informações Gerais:

Título Original:
Reservoir Dogs
Gênero: Ação
Tempo de Duração: 99 min.
Classificação Etária: 16 anos
Lançamento (BR): 1992
Site Oficial: -
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
Elenco: Harvey Keitel, Tim Roth, Michael Madsen, Chris Penn, Steve Buscemi, Lawrence Tierney, Quentin Tarantino.
Sinopse: Num assalto a uma joalheria, uma gangue com seis homens é surpreendida pela chegada da polícia, levantando a suspeita de que há um traidor entre eles.
-> NOTA / Cinéfilos do Cinema (MÉDIA): 8,3 (?)

-> Críticas:

- Por Júlio Boll:
Desculpem fãs de Quentin Tarantino (Mesmo eu sendo um deles), mas eu esperava um pouco mais de Cães de Aluguel. Amei os dois volumes de Kill Bill, adorei Pulp Fiction e estava louco para conferir Cães de Aluguel (E falta Jackie Brown ainda!). Eu até gostei de Cães... mas eu achei que o filme poderia ter sido um pouco mais claro em algumas partes.
Quanto ao roteiro, é inegável que esse é o grande ponto forte de Tarantino. Ele explora muito bem o psicológico, sabe curtir bem cada cena que filma e ainda trata a morte como algo meio comum, aterrorizante e, às vezes, até brinca com isso. Porém, em Cães de Aluguel, acredito que ele poderia ter deixado nós visualizarmos melhor o roubo em si que dá todos os desfechos e que desmembra em mais história. Só isso.
O elenco é outro destaque. Todos os atores se saem realmente bem e dão ainda mais aquele clima de tensão. Michael Madsen, Harvey Keil e Tim Roth fizeram ótimas atuações, dando tempo até mesmo para Quentin surgir em cena.
O filme em si é bom até, mas não é imperdível. Foi um ótimo resultado para essa estréia de Tarantino nas telas e creio que ele evoluiu muito nos filmes que antecedem Cães de Aluguel. Apesar de tudo, é programa obrigatório para qualquer cinéfilo - sem sombra de dúvida.
Nota: 8,3

- Por Mateus Pereira:
-
Nota:

-> Extras:

- Trailer:





domingo, 18 de maio de 2008

[Em DVD] Maria Antonieta

MARIA ANTONIETA

-> Informações Gerais:

Título Original:
Marie Antoinette
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 123 min.
Classificação Etária: 14 anos
Lançamento (BR): 16 de Março de 2007
Site Oficial: http://www.marieantoinette-movie.com/
Direção: Sofia Coppola
Roteiro: Sofia Coppola
Elenco: Kirsten Dunst, Jason Schwartzman, Rip Torn, Judy Davis, Asia Argento, Marianne Faithfull
Sinopse: A princesa austríaca Maria Antonieta (Kirsten Dunst) é enviada ainda adolescente à França para se casar com o príncipe Luis XVI (Jason Schwartzman), como parte de um acordo entre os países. Na corte de Versalles ela é envolvida em rígidas regras de etiqueta, ferrenhas disputas familiares e fofocas insuportáveis, mundo em que nunca se sentiu confortável. Praticamente exilada, decide criar um universo à parte dentro daquela corte, no qual pode se divertir e aproveitar sua juventude. Só que, fora das paredes do palácio, a revolução não pode mais esperar para explodir.

-> NOTA / Cinéfilos do Cinema (MÉDIA): 8,0 (?)

-> Críticas:

- Por Júlio Boll:

-

Nota:

- Por Mateus Pereira:


Ganhador do Oscar de Melhor Figurino em 2007, "Maria Antonieta" é acima de tudo, uma história que mostra a alma feminina, com suas fraquezas e qualidades acrescentadas a elementos presentes na época como pressão da sociedade, fofoca, mentiras e falsidade, todos esses elementos mostrados com grande convicção, esse foi um dos maiores acertos de todo o projeto.
Sofia Coppola, em um de seus primeiros trabalhos como diretora, pode-se dizer que realmente se saiu bem, soube dirigir a história com clareza e principalmente sensibilidade que é essencial numa trama como essa.
O único e óbvio destaque das atuações é certamente Kirsten Dunst, que interpretando a personagem-título se entregou ao papel de forma simples e convincente e soube conduzir sua personagem de forma perfeita, não dá para imaginar como o filme seria feito sem ela, realmente perfeita no papel.
Agora, pra mim, o único problema foi realmente o roteiro, que decepcionou especificamente nos 30 minutos finais, onde houve muita enrolação e o espectador já começa a pensar que o filme não vai acabar nunca do jeito que a história está sendo mostrada. Mas tirando isso, o começo é excelente com um desenvolvimento caracterizado de forma confiante, mas ao poucos o foco da história vai se perdendo, infelizmente.
Juntamente com Kirsten Dunst, o melhor do projeto foi a trilha sonora, que apesar de mesclar músicas clássicas e músicas atuais, ajudou na condução da história de forma indescritível. Muitos não gostaram da trilha, mas eu certamente acredito que tenham escolhido a trilha com muita cautela e assim obtiveram o excelente resultado que é perceptível de se ver na tela.
Outro elemento crucial na história é o figurino que consegue levar o espectador a época em que a história se passa, juntamente com os ótimos cenários, ambos muito bem escolhidos.
Creio eu, que Sofia Coppola não tinha intenção de mostrar especificamente a vida de Maria Antonieta, tanto que não mostrou sua morte, na guilhotina, ela queria mostrar muito mais do que isso e conseguiu, basta prestar atenção na história dentro de um contexto.

Nota: 8,0

-> Extras:

- Trailer:



sábado, 17 de maio de 2008

[Em DVD] Batman & Robin

BATMAN & ROBIN

-> Informações Gerais:

Título Original:
Batman & Robin
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 130 min.
Classificação Etária: 14 anos
Lançamento (BR): 4 de Julho de 1997
Site Oficial: http://www.batman-robin.com/
Direção: Joel Schumacher
Roteiro: Akiva Goldsman
Elenco: Arnold Scwarzenegger, George Clooney, Chris O'Donnel, Alicia Silverstone, Uma Thurman
Sinopse: A dupla dinâmica enfrenta uma terrível dupla de vilões: o gélido Mr. Freeze (Arnold Schwarzenegger) e a delicada botânica que, ao sofrer um acidente, transforma-se na perigosa e vingativa Hera Venenosa (Uma Thurman). Mas, para poder livrar Gotham City das garras dos vilões, Batman (George Clooney) e Robin (Chris O'Donnell) contam com uma nova companheira, a Batgirl (Alicia Silverstone).

-> NOTA / Cinéfilos do Cinema (MÉDIA): 5,0 (?)

-> Críticas:

- Por Júlio Boll:

-

Nota:

- Por Mateus Pereira:

As histórias cinematográficas do herói Batman sempre retêm uma atenção maior da crítica e para essa quarta parte da história do Batman no cinema isso foi algo ruim, pois a crítica literalmente massacrou-a na época de seu lançamento.
Primeiramente é necessário admitir que há uma diferença gritante entre "Batman & Robin" e o seu sucessor "Batman Begins" em todos os aspectos, desde atuações até trilha sonora.
Joel Schumacher, o diretor, dirigiu de forma extremamente normal, sem nada de muito relevante, a não ser que dá a impressão de que ele criou algo a mais para a série, no caso algo bom, mas tirando isso, teve uma direção praticamente medíocre.
Um dos aspectos que mais chama a atenção é claramente os atores, que obtiveram atuações decepcionantes, com a óbvia exceção de Uma Thurman que consegue passar emoção para o espectador e interpreta muito bem suas vilãs. Quem também consegue se salvar um pouco é Arnold Scwarzenegger que também consegue passar emoção. Tirando eles, o resto do elenco (George Clooney, Chris O'Donnel e Alicia Silverstone) conseguiu estragar seus respectivos personagens com suas atuações despreparadas e inexperientes para esse tipo de trama.
Por falar em trama, o roteiro é completamente neutro, pra mim não foi nem bom nem ruim, apenas neutro, com uma história envolvente, mas mal adaptada para as telas.
Cenas de ação que conseguem até tirar o fôlego de quem as assistem não faltam, entretanto, os efeitos especiais são lastimáveis e mal feitos, mesmo se considerando a época do filme, poderiam ter feito algo muito melhor e assim não estragariam tanto as cenas de ação, mesmo com suas coreografias mecânicas irritantes.
E para finalizar, senti falta de uma trilha sonora mais bem elaborada, afinal, passou despercebida, nem percebi que se quer tinha uma trilha, foi algo que não chamou a minha atenção em nenhum momento.
"Batman & Robin" não é um filme imperdível, até por estar chegando uma nova história do herói, que por sinal, com certeza vai ser melhor que essa, mas vale a pena dar uma conferida para poder tirar suas próprias conclusões "batmanrianas"!

Nota: 5,0

-> Extras:

- Trailer:



[Em cartaz] Speed Racer

SPEED RACER

-> Informações Gerais:

Título Original:
Speed Racer
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 132 min.
Classificação Etária: Livre
Lançamento (BR): 09 de Maio de 2008
Site Oficial: http://www.speedracerofilme.com.br/
Direção: Andy Wachowski e Larry Wachowski
Roteiro: Andy Wachowski e Larry Wachowski, baseado em série de TV criada por Tatsuo Yoshida
Elenco: Christina Ricci, Emile Hirsch, Susan Sarandon, John Goodman, Matthew Fox
Sinopse: Ele nasceu para pilotar, é agressivo, instintivo e destemido. Sua verdadeira competição é com a memória do irmão que ele idolatrava - o lendário Rex Racer - cuja morte nas pistas deixou o legado que Speed tenta preencher.
Quando Speed recusa uma oferta milionária das indústrias Royalton para ser seu piloto, ele não só enfurece o louco dono da companhia como descobre um segredo: algumas das maiores corridas do circuito estão sendo armações. Se Speed não correr para a Royalton, a Royalton assegurará que o Mach 5 nunca mais atravesse uma linha de chegada. O único jeito de Speed salvar o negócio de sua família é se unir ao rival Corredor X e vencer The Crucible, um rali que passa por todo o país e encara a morte - a mesma corrida que levou seu irmão.

-> NOTA / Cinéfilos do Cinema (MÉDIA): 6,5

-> Críticas:

- Por Júlio Boll:
Eu adoro efeitos especiais e faço parte da ideologia que eles deixam os filmes ainda mais interessantes. Mas quando eles estão em demasia... ou 99% do filme é assim - incluindo fundos e os mais básicos ângulos, o filme se torna chato, cansativo e irritante.
Speed Racer entrou nessa linhagem. Até o simples fundo de céu em algumas cenas foram feitos em computador o que deixou a produção um tanto quanto nada apetitosa. Em algumas seqüências, percebi até a utilização de autoramas, porém todos esses recursos deixaram tudo meio estranho.
O roteiro também apresentou grandes furos. Uma história enrolada com tiradas um tanto quanto ultrapassadas e atores nada convicentes. Acredito que o excesso de efeitos tenham atrapalhado um pouco a vontade e até mesmo a disposição dos atores em cena.
Antes que achem que eu estou só acabando com Speed Racer, eu recomendo o filme sim: apenas para crianças ATÉ 14 anos. Filmes com carros e com um macaco sendo o mascote da família é o artíficio ideal para esse público. É difícil ignorar um blockbuster, porém faça esse esforço e confira Homem de Ferro - que ganha fácil, fácil por enquanto no prêmio de Blockbuster do ano.
Nota: 5,9

- Por Mateus Pereira:
Corridas de carro não se encaixa, especificamente, no quesito de tema cinematográfico que chama a atenção do público, mas por ser dirigido pelos irmãos Wachowski (Trilogia Matrix), não tem como "Speed Racer" passar despercebido, até por estar sendo considerado um dos blockbusters do ano.
O fato que desencadeia o filme visualmente é de ter sido gravado em tela azul/verde e após isso, ser realmente feito no computador, tudo girando em torno de efeitos especiais e cores, ocasionando algumas cenas, principalmente no começo, um tanto irreais de mais pro meu gosto, mas essa dá pra engolir, o pior ainda está por vir, os efeitos até que são bem feitos, comparado ao resto.
Criteriosamente falando, as atuações foram mal trabalhadas e desenvolvidas ao mínimo possível. Apenas quem realmente se salva é o John Goodman (que já interpretou o memorável Fred Flintstone), que nas cenas de momentos em família foi o que melhor se destacou, disparadamente. Outro que se destacou um pouco foi o Matthew Fox (do seriado Lost) que conseguiu ao menos uma atuação descente. E também, quem marca presença, é Susan Sarandon, que apesar de ter um papel medíocre, acabou fazendo o necessário para não ser julgada mal. A maior decepção foi Emile Hirsch, que atuou normalmente, como se estivesse na vida real, sendo que a história não é nada real, atuou melhor em "Na Natureza Selvagem", sem dúvida alguma.
Agora, o maior problema, pelo menos pra mim, foi incondicionalmente a trama, que além de não conseguir reter a atenção do telespectador, ainda deixa quem o assiste entediado e para ajudar ainda tem mais de 2 horas de duração, então são uma série de fatores que acabam baixando o nível de "Speed Racer" em parte. O roteiro parece ter sido feito às pressas, então foi simplesmente escrita de forma desleixada e descuidada, sabotagem esportiva nem sempre é um bom tema para se fazer um filme, especialmente um blockbuster.
A edição foi criativa e ao mesmo tempo cansativa e cruel, mas isso não fez muita diferença. O que fez um pouco de falta foi uma trilha mais elaborada e pensada com mais calma, talvez isso elevasse um pouco o nível da trama.
Imagino que os produtores e diretores sofreram muita pressão do estúdio e acabou saindo esse resultado completamente mediano.
Inevitavelmente, quem gosta de carros deveria assisti "Speed Racer", as corridas eletrizantes são de tirar o fôlego (apesar de eu ter esperado cenas mais elaboradas), mas creio eu, que muitos acharão o filme entediante ao extremo, então melhor mesmo assistir Matrix mesmo, de novo.
Nota: 7,1

-> Extras:

- Trailer:



[Em cartaz] O Melhor Amigo da Noiva

O MELHOR AMIGO DA NOIVA

-> Informações Gerais:

Título Original:
Made of Honor
Gênero: Comédia Romântica
Tempo de Duração: 101 min.
Classificação Etária: 12 anos
Lançamento (BR): 16 de Maio de 2008
Site Oficial: http://www.omelhoramigodanoiva.com.br/
Direção: Paul Weiland
Roteiro: Adam Sztykiel, Deborah Kaplan e Harry Elfont, baseado em estória de Adam Sztykiel
Elenco: Busy Philipps, Michelle Monaghan, Patrick Dempsey, Kevin McKidd, Kelly Carlson, Sydney Pollack, Kathleen Quinlan, Beau Garrett
Sinopse: Tom (Patrick Dempsey) é um homem bem sucedido que sempre que pode se encontra com Hannah (Michelle Monaghan), sua melhor amiga. Quando Hannah viaja a negócios para a Escócia, onde passa 6 semanas, Tom descobre-se apaixonado por ela. Decidido a pedi-la em casamento assim que retorne de viagem, Tom é surpreendido ao saber que ela voltou noiva de um belo e rico escocês. Chamado para ser a "madrinha" do casamento, Tom reluta mas aceita o convite. Seu objetivo agora é impedir que o casamento de Hannah aconteça e tentar conquistá-la de uma vez por todas.

-> NOTA / Cinéfilos do Cinema (MÉDIA): 7,9 (?)

-> Críticas:

- Por Júlio Boll:

-

Nota:

- Por Mateus Pereira:


Conhecido da série de TV "Grey’s Anatomy", Patrick Dempsey prova que leva jeito para comédias românticas, arrancando suspiros da mulherada.
E em se tratando de comédias românticas, "O Melhor Amigo da Noiva" promete levar uma boa parte de espectadores para o cinema, afinal, tem toda a essência do gênero (incluindo um final previsível, como sempre) que quase todo mundo gosta. Acredito que se alguém quiser ver uma boa comédia, essa é a melhor opção atual que está passando nos cinemas, vale a pena pagar o ingresso, eu acho.
As boas atuações ficam restritas apenas para o casal principal, nada já não esperado. Patrick Dempsey tem um carisma único e acredito que seria desafiador e interessante vê-lo numa história dramática, é um ator que, se dedicando, terá um futuro promissor. E interpretando a noiva, Michelle Monaghan vem conquistando seu espaço fazendo cada vez papéis maiores no cinema atuando juntamente com atores renomados como Angelina Jolie, Tom Cruise, Robert Downey Jr. e Charlize Theron, com um currículo desses, não têm como passar mais despercebida, uma atriz promissora e cativante.
Roteiro é indiscutivelmente divertido, apenas divertido, nada muito promissor, relevante ou novo, simplesmente divertido, especialmente quando o personagem principal viaja para a Escócia, a partir daí é risada e divertimento na mosca. Apenas o final, como disse no começo, decepciona por ser previsível e teórico.
Particularmente, achei a trilha bem atual e deixa a história bem leve e suave.No fim das contas, é um filme que foi bem feito e produzido, apesar de que muitos classifiquem a história como medíocre, mas, num sábado à tarde não há quem resista a ver uma boa história divertida, ainda mais assistindo acompanhado de alguém especial

Nota: 7,9

-> Extras:

- Trailer:

sexta-feira, 16 de maio de 2008

[Em DVD] O Sonho de Cassandra

O SONHO DE CASSANDRA

-> Informações Gerais:

Título Original:
Cassandra's Dream
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 108 min.
Classificação Etária: 14 anos
Lançamento (BR): 30 de Abril de 2008
Site Oficial: http://www.cassandrasdreammovie.com/
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Elenco: Ewan McGregor, Colin Farrell, Hayley Atwell, John Benfield, Jim Carter, Sally Hawkins, Tom Wilkinson
Sinopse: Terry e Ian são dois irmãos que passam por uma situação inusitada ao conhecer a misteriosa atriz Angela Stark. Ian fica perdidamente apaixonado pela bela jovem que acaba de chegar em Londres em busca de riqueza. Como estão passando por problemas financeiros, eles decidem aceitar uma proposta criminosa. Porém, a situação foge de controle quando as coisas não saem como planejado.

-> NOTA / Cinéfilos do Cinema (MÉDIA): 8,2

-> Críticas:

- Por Júlio Boll:
Por ter passado rapidamente nas salas de exibição, não tive tempo de conferir a mais nova produção do inteligentíssimo Woody Allen nos cinemas. E por passar por distribuidoras tão simples aqui no Brasil, foi difícil de encontrar seu filme na prateleira da locadora também. Ou seja, se você achar o DVD por lá... não pense duas vezes e alugue!
Mas vamos ao filme. "O Sonho de Cassandra" nos mostra uma história um tanto quanto intrigante. Assim como todos os seus filmes, Allen conduz a narrativa de uma forma lenta porém ele aguarda e quando menos esperamos, nos surpreende com uma reviravolta inesperada e um final inimaginável. Nessa fita, a trama está um pouco mais travada que seus filmes anteriores, mas convence. Woody Allen sabe mexer com o psicológico. Sabe usar aquele ângulo ou aquela fala de uma maneira perfeita. O cara é fera!
Nos aspectos técnicos, Allen não é forte. A trilha, praticamente inexistente, não tem muita participação. As atuações são medianas e apenas repassam o que o texto mostra - todos se saíram medianos sem nenhum grande destaque. Em resumo, o roteiro do cineasta já impressiona. E só isso é um bom motivo para assistir.
Nota: 8,6

- Por Mateus Pereira:
Certamente os filmes de Woody Allen não chegam a ter muita divulgação, pelo menos aqui no Brasil, então "O Sonho de Cassandra" passou meio despercebido, apesar de seu elenco.
Primeiramente, é indiscutivelmente necessário comentar o grande atrativo do filme: Woody Allen. Prestigiado internacionalmente, assim como é criticado muitos, Allen tem um jeito único e inigualável de fazer seus filmes, sabendo lidar com temas do cotidiano como desespero, falta de escolhas, dúvidas e os erros incorrigíveis, todos esses temas são profundamente explorados na maioria de seus trabalhos, pelo menos nos atuais, sua sinceridade irônica é impagável, assim como suas críticas à sociedade são únicas.
Caracterizando o roteiro, especificamente esse, Woody não soube dar um ritmo que pudesse fluir, então certas cenas acabam ficando monótonas, especialmente no começo quando demora pra história literalmente começar a se desenvolver. Já do meio do final, eu não consegui tirar os olhos da tela de jeito nenhum, a história fica tão envolvente e fascinante que você não vê a hora de chegar o final pra descobrir como tudo irá acabar, e acreditem, assim como a maioria dos trabalhos de Woody, o final surpreende, mas nada de muito extraordinário, não é para tanto, então já posso imaginar algo: "Decepções a vista!", como sempre.
Credencialmente, as atuações são pobres, pouco exploradas, mas é reconhecível, pelo menos de minha parte, que o Colin Farrell teve sua "melhor" atuação, não que isso seja grande mérito, mas ele está evoluindo aos poucos. Em se tratando do Ewan McGregor admito que me decepcionei, teve uma atuação mais pobre ainda que Farrell, mas dá pra dar um desconto por seu personagem ser pouco caracterizado. E para fechar o elenco de astros, Tom Wilkinson teve um ótimo desempenho, apesar de seu personagem pouco explorado psicologicamente. No fim das contas, quem também se destacou foi a novata Hayley Atwell, muito carismática e com um rosto cinematográfico.
Trilha sonora impactante que passa despercebida, assim como a edição é crua e caseira demais, não que seja um defeito, mas faz a história perder um pouco da sua essência.
Criteriosamente, não é um filme imperdível, mas é sempre bom dar pelo menos uma conferida nos trabalhos de Woody Allen, apesar desse, especificamente, passar a impressão de ter sido feito simplesmente por fazer.
Nota: 7,8

-> Extras:

- Trailer: