quinta-feira, 10 de julho de 2008

[Em cartaz] Hancock

HANCOCK

-> Informações Gerais:

Título Original:
Hancock
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 92 min.
Classificação Etária: 12 anos
Lançamento (BR): 04 de Julho de 2008
Site Oficial: http://www.hancock.com.br/
Direção: Peter Berg
Roteiro: Vincent Ngo e Vince Gilligan
Elenco: Will Smith, Charlize Theron, Jason Bateman, Adam Del Rio, Jameson Dixon, Jr.
Sinopse: Hancock (Will Smith) é um super-herói que perdeu a popularidade que tinha, devido às suas tentativas de resgate pouco convencionais. Após salvar Ray Embrey (Jason Bateman), um agente de relações públicas, ele se oferece para ajudá-lo a melhorar sua imagem. A idéia não é bem aceita por Mary (Charlize Theron), a esposa de Ray, que mostra ao marido que Hancock teve uma ordem de prisão contra si lançada. Ray então sugere que Hancock se entregue, mesmo podendo escapar da prisão na hora que quisesse, para dar o exemplo e iniciar a mudança de sua imagem junto ao público. Ray acredita que, com Hancock preso, a criminalidade irá disparar e, com isso, a população chamará de volta seu herói.
-> NOTA / Cinéfilos do Cinema (MÉDIA): 5,7

-> Críticas:

- Por Júlio Boll:
Cheguei a achar que a grande surpresa de 2008 iria para "Hancock", mas me arrependo totalmente de ter esperado isso alguma vez. Will Smith é um dos meus atores favoritos e me deixou um tanto desconcertado dessa vez. Com essa nova produção, o ator arrasa-quarteirão não "foi feliz". Não encontrei palavras mais decentes para enquadrar aqui.
O filme começou bem, de verdade. As boas sacadas de Smith estavam ali e com boas sequências. Porém, quando achei que tudo estava ótimo... o filme dá aquele impacto e muda totalmente de rumo. Efeitos especiais desnecessários, roteiro mal-realizado da metade para o final... tudo que estava caminhando nos trilhos perdeu o sentido. Até a trilha-sonora ficou hilária em algumas cenas marcantes - que tentou dar aquele toque "vou salvar a humanidade" se transformando em um grande festival de circo.
As atuações até que foram bem trabalhadas e não posso deixar de destacar a bela Charlize Theron, que chama atenção com sua conduta em cena e sua beleza indiscutível. Infelizmente, não há muito o que dizer. Alguns irão gostar, mas creio que a maioria vai ficar do meu lado. A resolução da trama também não me convenceu. Não foi dessa vez, Smith.
Nota: 4,3

- Por Mateus Pereira:
Super-heróis normalmente seguem um padrão parecido de personalidade, mas "Hancock" consegue inovar nesse aspecto, pelo simples fato do herói nesse caso ser um bêbado nada simpático. Basicamente essa perspectiva é muito original e diferente, que se enquadrou bastante bem no início da história, mas ao poucos foi perdendo suas qualidades.
Por hora, o único problema que acabou me incomodando na obra foi de fato o roteiro, que começa absolutamente divertido e contagiante mas aos poucos foi se tornando algo teórico e mal-pensado basicamente quando a personagem da Charlize Theron começa a se "relevar", até que então chega quase no fundo do poço, também por causa das explicações que faltaram e um certo desenvolvimento da personagem da Charlize. Mas uma dica: caso assista ao filme, tente entrar na "brincadeira" que a história propõe sem muitas questionações, caso contrário, você a achará sem sentido.
As interpretações contam com apenas três atores principais: Will Smith (sempre ótimo e carismático em seus trabalhos, mas entretanto poderia ter dispensado o filme em questão), Charlize Theron (maravilhosa em quase todos os seus trabalhos, mas assim como Will poderia dispensar esse filme sem afetar negativamente sua carreira) e Jason Bateman (muito eficiente, tem feito cada vez papéis maiores e melhores). Mas atuações em "Hancock" são completamente normais e descompromissadas, mas até conseguem convencer em certos momentos.
Já a trilha sonora conseguiu ser boa, apesar de ter algumas poucas músicas que não se enquadraram em cena, mas a maioria delas são boas. E os efeitos especiais são bem exatos na maioria das vezes, com um detalhe mal feito aqui e ali, mas nada comprometedor.
Então, "Hancock" poderia ser dispensável para algumas pessoas e divertido para outras, mas enfim, a história abrange comédia, drama, romance, ação e aventura, mas nem sempre com êxito.
Nota: 7,1

-> Extras:

- Trailer:



quarta-feira, 9 de julho de 2008

[Em DVD] Wall-E

WALL-E

-> Informações Gerais:

Título Original:
Wall-E
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 105 min.
Classificação Etária: Livre
Lançamento (BR): 27 de Junho de 2008
Site Oficial: http://www.disney.com.br/cinema/walle/
Direção: Andrew Stanton
Roteiro: Andrew Stanton
Elenco: Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin, Fred Willard, John Ratzenberger, Kathy Najimy, Sigourney Weaver
Sinopse: Após entulhar a Terra de lixo e poluir a atmosfera com gases tóxicos, a humanidade deixou o planeta e passou a viver em uma gigantesca nave. O plano era que o retiro durasse alguns poucos anos, com robôs sendo deixados para limpar o planeta. Wall-E é o último destes robôs, que se mantém em funcionamento graças ao auto-conserto de suas peças. Sua vida consiste em compactar o lixo existente no planeta, que forma torres maiores que arranha-céus, e colecionar objetos curiosos que encontra ao realizar seu trabalho. Até que um dia surge repentinamente uma nave, que traz um novo e moderno robô: Eva. A princípio curioso, Wall-E logo se apaixona pela recém-chegada.
-> NOTA / Cinéfilos do Cinema (MÉDIA): 9,0

-> Críticas:

- Por Júlio Boll:
Se você acha loucura um diretor apresentar um filme em que os primeiros trinta minutos acontecem sem fala alguma, pode mudar de idéia. Andrew Stanton retorna em grande estilo naquilo em que ele mais chama atenção: animações divertidas, tocantes e um entretenimento de primeira qualidade.
Stanton nos apresenta uma obra-prima do cinema e que será lembrada por muitos anos, com certeza. Wall-E, um simples robô, é um personagem interessantíssimo e traz a personalidade de muitas crianças na bagagem. E é isso que faz desse filme um dos melhores do ano: uma personalidade única vista no dia-a-dia através de uma máquina que vive solitária no planeta em que moramos.
Além do roteiro trazer essa bela ligação, o filme nos impressiona com simples gestos, uma trilha-sonora essencial para manter o clima e completa com aquilo que a Disney sempre traz: uma lição de vida para os pequenos de todas as idades.
Fiquei encantando com esse filme e recomendo para todos os públicos. Divertido, simples e irreverente, Wall-E é um dos melhores do ano.
Nota: 9,5

- Por Mateus Pereira:
Absolutamente todos os filmes da Pixar nunca me decepcionaram e sempre me surpreenderam, mas a nova obra "Wall-E", além de surpreender, consegue inovar. Exato, a animação consegue ser inovadora, por não ter praticamente nenhum diálogo, fato que pode ser considerado excelente, afinal imagens podem valer mais do que palavras.
A princípio, o roteiro é muito original e divertido, conseguindo levar a trama com muita leveza e determinação, além de ter sensacionais mensagens subliminares do tipo que se deve correr atrás dos seus sonhos e que devemos cuidar do nosso planeta antes que ele acabe, típicas mensagens que deram um toque final bem especial. Mas infelizmente há alguns pequenos problemas que ocorrem no roteiro basicamente na segunda parte da história quando o Capitão entra em cena, mas são detalhes que até podem ser ignorados.
Mas claro que a direção de Andrew Stanton, que unida ao cativante enredo, se tornou minuciosamente segura, prova disso é a sensação que a história causa nas pessoas, que vai muito além da carinha bonitinha do Wall-E, afinal, o diretor realmente conseguiu mostrar as emoções do personagem principal de forma singela e criativa.
Certamente o que mais me deixou impressionado foi a genial trilha sonora que conseguiu dar um charme indescritível a história, com músicas diversificadas e personalizadas.
Outro aspecto considerável são os efeitos sonoros que muito reais deixaram a obra mais real e bem feita, sendo assim tem grandes chances de ganhar um Oscar pelo som. Assim como a própria animação já tem praticamente garantido seu Oscar de melhor animação.
No fim das contas, a obra tem grandes chances de agradar tantos os mais velhos pelas mensagens, assim como os pequenos que vão se divertir bastante com o atrapalhado Wall-E.
Não sei não, mas ainda prefiro "Procurando Nemo" pela originalidade quase absoluta e pela comédia irreverente, mas "Wall-E" chegou perto, pelo menos para mim, aliás, não entendi porque várias pessoas falaram que é o melhor filme de 2008 até agora, mas tudo bem, gosto é gosto.

Nota: 8,5

-> Extras:

- Trailer:



[Em cartaz] O Escafandro e a Borboleta

O ESCAFANDRO E A BORBOLETA

-> Informações Gerais:

Título Original:
Le Scaphandre et le Papillon
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 112 min.
Classificação Etária: 10 anos
Lançamento (BR): 27 de Junho de 2008
Site Oficial: http://www.lescaphandre-lefilm.com/
Direção: Julian Schnabel
Roteiro: Ronald Harwood, baseado em livro de Jean-Dominique Bauby
Elenco: Emmanuelle Seigner, Max von Sydow, Marie-Josée Croze, Mathieu Amalric, Niels Arestrup, Emma de Caunes
Sinopse: Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle e um apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda. Ainda está lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto, e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.

-> NOTA / Cinéfilos do Cinema (MÉDIA): 8,0 (?)

-> Críticas:

- Por Júlio Boll:

-

Nota:

- Por Mateus Pereira:


Histórias de pessoas com determinadas doenças correm grande risco de ser um fracasso ou um sucesso, basta saber lidar com o assunto da melhor maneira possível. "O Escafandro e a Borboleta" é a típica obra que passa despercebida, apesar de suas qualidades e prêmios, talvez por ser um filme francês.
O diretor Julian Schnabel se saiu "melhor do que encomenda", sabendo lidar da melhor forma possível com o assunto, prova disso é logo no começo da história quando começa no ponto de vista do Jean-Dominique Bauby, sendo assim, sabemos o que está acontecendo com o personagem ao mesmo tempo que ele, através de seu olho esquerdo, que "interpretado" pela câmera com piscadas e embaçados deixaram a história mais real logo no início, mas depois a filmagem já se torna padrão. É certo que o diretor soube conduzir a história com sensibilidade e força, apesar de ter alguns erros aqui e ali, mas nada imperdoável, pelo contrário, Schnabel foi um dos melhores diretores do ano passado (apesar de seu filme ter estreado nacionalmente só agora), prova disso são as críticas excelentes e prêmios que tem recebido desde então.
Mas para mim, o aspecto, talvez o único, em que a obra pecou foi mesmo o roteiro, que apesar de começar com bastante força e ser bem sincero, acaba perdendo o ritmo ao longo da história, culpa talvez de ser mostrado minuciosamente o processo de tentativa de recuperação e escrita do livro, mas isso é o único aspecto que acabou comprometendo um pouco o desenvolvimento da história, mas mesmo assim, a história tem uma mensagem bonita no final das contas.
E claro, as atuações são extremamente competentes destacando é claro o ator principal Mathieu Amalric que conseguiu surpreender com sua atuação emocionante e interpretando seu pai Max Von Sydow também consegue emocionar com sua atuação experiente.
Os aspectos técnicos são elementos que foram extremamente necessários para o sucesso do resultado final, especialmente a fotografia que é simplesmente brilhante e encantadora. Já a trilha sonora apesar de passar despercebida, consegue deixar as cenas mais naturais e leves. E a edição eu achei crua na maioria das cenas, não entendi por que foi indicada ao Oscar, mas tudo bem.
Seja como for, "O Escafandro e a Borboleta" é praticamente imperdível. O problema pra mim é que apesar do filme ser brilhante, não faz muito o meu tipo, sendo assim, acho que não o assistiria de novo, mas mesmo assim vale a pena ser assistido pelo menos uma vez.

Nota: 8,0

-> Extras:

- Trailer:



terça-feira, 8 de julho de 2008

[Em DVD] 30 Dias de Noite

30 DIAS DE NOITE

-> Informações Gerais:

Título Original:
30 Days Of Night
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 113 min.
Classificação Etária: 18 anos
Lançamento (BR): 07 de Dezembro de 2007
Site Oficial: http://www.30daysofnight.com/
Direção: David Slade
Roteiro: Steve Niles, Stuart Beattie e Brian Nelson, baseado em quadrinhos de Steve Niles e Ben Templesmith
Elenco: Josh Hartnett, Melissa George, Danny Huston, Ben Foster.
Sinopse: Barrow, Alasca. Durante os 30 dias do inverno local a cidade fica na mais completa escuridão. Neste período boa parte dos moradores viaja rumo ao sul, mas neste ano a cidade recebeu a visita de seres estranhos: um grupo de vampiros, que pretendem se aproveitar da noite constante para atacar os moradores locais. Para combatê-los um pequeno grupo é reunido, liderado pelo xerife Eben Oleson (Josh Hartnett) e por sua ex-esposa Stella (Melissa George).

-> NOTA / Cinéfilos do Cinema (MÉDIA): 5,0 (?)

-> Críticas:

- Por Júlio Boll:

Drama, suspense ou até comédia... mas terror, Hartnett? Não foi dessa vez. Eu acho que esse gênero não é pra você! Vindo de belos filmes como Dália Negra e Xeque-Mate, Josh Hartnett não me convenceu dessa vez. Venho acompanhado seus filmes e esse foi um dos piores (Se não for o pior) de toda a sua carreira. Porém, ele não é o culpado!
História com vampiros que tentam dominar uma cidade, enquanto temos alguns sobreviventes que ficam às escuras? Um roteiro com idéia original mais do que batida. O começo da fita é bom, porém vai decaindo aos poucos.
E dentro do elenco... só Hartnett é quem realmente convence. O ator de Pearl Harbor convence e fez um bom trabalho, porém apenas sua presença não foi capaz de salvar a produção. Melissa George, que vem do péssimo Turistas, tem um papel importante na trama e decepciona geral - não teve nenhuma grande emoção em toda a história.
A fotografia até agrada em algumas seqüências, porém não foi dessa vez. Deixe 30 Dias de Noite na locadora mesmo. E deixe lá por 60, 90 dias... o quanto mais você aguentar!

Nota: 5,0

- Por Mateus Pereira:
-

Nota:

-> Extras:

- Trailer:


[Em DVD] Agente 86

AGENTE 86

-> Informações Gerais:

Título Original:
Get Smart
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 110 min.
Classificação Etária: 12 anos
Lançamento (BR): 20 de Junho de 2008
Site Oficial: http://www.agente86.com.br/
Direção: Peter Segal
Roteiro: Tom J. Astle e Matt Ember, baseado em personagens criados por Mel Brooks e Buck Henry
Elenco: Steve Carell, Anne Hathaway, Terence Stamp, The Rock, Ken Davitian, Alan Arkin
Sinopse: Um ataque à sede da CONTROLE faz com que Maxwell Smart (Steve Carell) seja enfim promovido a agente, ganhando o código 86. Agora, juntamente com a agente 99 (Anne Hathaway), ele precisa encontrar os vilões da KAOS e encerrar seus planos.

-> NOTA / Cinéfilos do Cinema (MÉDIA): 7,4

-> Críticas:

- Por Júlio Boll:


Adaptado de uma série americana do final da década de 60, Agente 86 teve uma divulgação abrangente e é considerado um dos blockbusters de 2008. Fui ao cinema aguardando um teor de humor bem elaborado como o impecável Johnny English (2003), de Rowan Atkirson (Mr. Bean), e voltei um pouco desapontado nesse quesito.
O filme começa lento, com pouca emoção e com algumas piadas bem sem graça. Quando já estava certo que o resto do filme seria um verdadeiro desastre, Steve Carell e Anne Hathaway me impressionam e dão uma nova guinada ao filme. Começam as cenas de luta e mais ação em si. Aí sim me ajeitei na poltrona e passei a apreciar melhor a produção.
Apesar da primeira metade ter faltado um melhor trabalho de roteiro, Agente 86 até que vale ser conferido. A dupla Carell-Hathaway fazem uma boa combinação e é um bom motivo para assistir essa fita.
Além disso, temos boas cenas de ação nos últimos minutos que até salvam o filme. Os efeitos sonoros também não decepcionam. Apesar de um roteiro travado que foi salvo aos 45 minutos do segundo tempo, é bom conferir o filme desde que acompanhado dos amigos.

Nota: 7,3

- Por Mateus Pereira:

Jim Carrey? Que nada! O novo queridinho da comédia é Steve Carell que tem se superado cada vez mais, provando ser melhor até mesmo que o Carrey, prova disso é "Agente 86".
Histórias de espiões/agentes combinados com o gênero comédia formam uma bela dupla, fazendo bastante sucesso nos cinemas entre todas as idades e com esse filme parece não estar sendo diferente.
Apesar disso, é impossível negar que o roteiro é bem forçado e completamente previsível, mas tenho que admitir que teve cenas divertidas e criativas até certo ponto, mas que não foram necessariamente engraçadas, pelo menos pra mim que vi a maioria dos trailers da obra (a partir daí entra aquela velha história que os trailers mostram a maioria das cenas engraçadas e quando chega o filme não há nada de novo). Mas também há de se admirar que os roteiristas souberam mesclar bem as cenas de comédias com as cenas de ação (por sinal ficaram legais e divertidas).
Já as atuações são facilmente reconhecidas que não são das melhores, apesar de conseguir convencer o telespectador por alguns instantes, destacando apenas Steve Carell, Anne Hathaway e Alan Arkin, afinal, o The Rock ficou apenas com a função de "sobremesa".
Já os efeitos especiais e a trilha sonora foram criteriosamente bem trabalhados e bem desenvolvidos com o desenrolar da história, enfim, são os únicos elementos técnicos que vale a pena destacar.
Então, "Agente 86" vale a pena ser visto acompanhado preferencialmente, seja com amigos ou a família, assim talvez a sessão acabe se tornando bem mais divertida, ignorando o fato então da história ser parcialmente bobinha e talvez, até dispensável.

Nota: 7,5

-> Extras:

- Trailer:



[Em DVD] Pecados Íntimos

PECADOS ÍNTIMOS

-> Informações Gerais:

Título Original:
Little Children
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 137 min.
Classificação Etária: 16 anos
Lançamento (BR): 09 de Fevereiro de 2007
Site Oficial: http://www.littlechildrenmovie.com/
Direção: Todd Field
Roteiro: Tom Perrotta e Todd Field, baseado em livro de Tom Perrotta
Elenco: Kate Winslet , Patrick Wilson , Jennifer Connelly , Jackie Earle Haley , Gregg Edelman
Sinopse: Sarah Pierce (Kate Winslet) é casada com Richard (Gregg Edelman) e vive em uma cidade suburbana dos Estados Unidos. Ela leva regularmente sua filha Lucy (Sadie Goldstein) a um pequeno parque perto de sua casa. Lá Sarah observa e conversa com outras mulheres, que também levam seus filhos para brincar e praticamente dedicam suas vidas a eles. Até que um dia surge Brad Adamson (Patrick Wilson) e seu filho Aaron (Ty Simpkins). Brad já esteve no parque anteriormente e foi apelidado pelas mulheres como “rei do baile”, mas Sarah nunca o tinha visto. Elas jamais tiveram coragem de falar com ele e nem mesmo sabem seu nome, mas sonham todos os dias com sua aparição. Brad empurra Aaron no balanço, sem dar atenção às mulheres, até que Lucy pede à mãe que também a empurre. Sarah passa a brincar com a filha e começa a conversar com Brad. É o início de uma amizade entre eles, que envolve um homem frustrado por estar desempregado e uma mulher infeliz com seu casamento e sua própria vida. Logo esta amizade torna-se um caso extra-conjugal, pois Brad também é casado, com Kathy (Jennifer Connelly).

-> NOTA / Cinéfilos do Cinema (MÉDIA): 8,4 (?)

-> Críticas:

- Por Júlio Boll:

-

Nota:

- Por Mateus Pereira:


Para ser bem sincero, não sabia até agora pouco o que escrever, por causa da sensação "diferente" que a história me causou, mas após algum tempo de conclusões, pensamentos e reflexões percebi que "Pecados Íntimos" é praticamente imperdível.
A começar pelo roteiro, que tem uma crítica imbatível sobre parte da sociedade americana que age feito criança com atitudes precipitadas, sendo assim, só pela mensagem crítica e pelo modo como ela é mostrada cinematograficamente já seria uma razão mais do que plausível para que as pessoas assistissem ao filme. Entretanto chega uma hora, que com tantas histórias paralelas, a história acaba se tornando cansativa, com algumas cenas improdutivas e desnecessárias que acabaram deixando a duração da obra muito comprida, sem contar que faltaram algumas explicações sobre determinados acontecimentos que acabaram prejudicando o resultado final. E apesar de não ter sido bem como eu esperava, o fim da trama consegue surpreender com sua originalidade e inteligência.
As interpretações foram absolutamente muito bem trabalhadas e convincentes, com destaque principal para os indicados ao Oscar: Kate Winslet (apesar de ter uma ótima atuação como sempre, foi certo não ter ganhado o prêmio, visto que a maioria de suas concorrentes tiveram atuações melhores) e Jackie Earle Haley (certamente esse sim merecia ter levado o Oscar para casa através de sua atuação foi muito inspiradora). Já o resto do elenco atuou bem, mas nada comparado aos que merecidamente receberam a indicação ao Oscar.
Enfim, "Pecados Íntimos" merece sim ser visto, mas “somente” para prestígio da crítica da história que nos faz refletir e das atuações, nada muito além disso, pois elementos técnicos passaram completamente despercebidos, desde a trilha sonora até fotografia, infelizmente.

Obs: talvez se a história não tivesse sido narrada em terceira pessoa, talvez em primeira pessoa o resultado final ficasse mais "agradável".

Nota: 8,4

-> Extras:

- Trailer:


quinta-feira, 3 de julho de 2008

[Em DVD] O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN

-> Informações Gerais:

Título Original:
Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 122 min.
Classificação Etária: 14 anos
Lançamento (BR): 06 de Fevereiro de 2002
Site Oficial: http://www.amelie-themovie.com/
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Roteiro: Jean-Pierre Jeunet e Guillaume Laurant
Elenco: Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz, Rufus, Yolande Moreau, Artus de Penguern, Urbain Cancelier, Maurice Bénichou e Dominique Pinon
Sinopse: Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.

-> NOTA / Cinéfilos do Cinema (MÉDIA): 8,8

-> Críticas:

- Por Júlio Boll:
Vou começar com uma confissão. Sempre tive medo de alugar "O Fabuloso Destino de Amelie Poulain". Por que? Olhe para o título. Parece ser um daqueles filmes que irão gastar três horas da sua vida e causará efeito nenhum depois. Li várias críticas e finalmente criei coragem para trazer o filme para casa.
E gostei. E como! Um filme simples, com uma condução um tanto quanto engraçada - a maneira como é apresentado cada um dos persongens principais e no que cada situação pode se estender é no mínimo bizarra. São analogias bem profundas e que muitos espectadores se surpreenderão por terem jeitos muito semelhantes com os seus.
O roteiro, recheado dessas inteligentíssimas tiradas, foi muito bem elaborado e não é por menos que concorreu ao Oscar em 2001. A história se conduz de uma maneira tão... indiscutível, que encantará a maioria. Se você gosta de filmes que levantam sua moral e que te dão aquela vontade de mudar o mundo... Amelie Poulain fará bem o seu estilo.
Os recursos mais técnicos também tiveram um papel fundamental - que dão ainda mais vida ao filme. A fotografia e a trilha-sonora elevaram bem a "estima" da produção e as quase duas horas são praticamente imperceptíveis.
Por fim, o elenco mostra o que a França tem de melhor: Audrey Tautou (Que mais tarde fez o polêmico 'Código da Vinci') encarnou de uma maneira inesquecível a personagem-título, Yolande Moreau e Maurice Bénichou tiveram uma presença boa no filme.
Simplesmente, fabuloso.
Nota: 8,9

- Por Mateus Pereira:
Particularmente, demorei alguns dias para fazer essa crítica por estar com uma dúvida por não saber se eu deveria elogiar ou literalmente criticar "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", ou seja, dentro de mim a história conseguiu deixar uma marca, mas não sei se é uma marca boa ou ruim, enfim, é estranho, eu sei. Sendo assim, descobri que essa obra realmente me agradou e após assisti-la me deu uma indescritível sensação de leveza e uma vontade de ajudar os outros, tipos de sensações que são raras de se sentir com apenas um filme.
O principal e desencadeador fator de tal prestígio sentimental é sem dúvida alguma o roteiro que é extremamente diferente das histórias Hollywoodianas que estamos acostumados a ver, por se tratar de expressar de forma sensível a mente de uma moça que não se vê todo dia, com uma bondade infinita retratada de forma abstrata e única. A história é incrivelmente simples e complexa ao mesmo tempo, afinal, em se tratando de sensações humanas, pode ser algo fácil e/ou difícil de demonstrar cinematograficamente. Enfim, não há como explicar ao certo as sensações que essa história passa ao telespectador de forma singular. E também, a história é continuamente rápida em se tratando de explicar a história e apresentar os personagens, através de um narrador bem incrementado no contexto.
Se o roteiro não fosse motivo suficiente para assistir o filme, certos aspectos técnicos o fariam como, por exemplo: a sensacional fotografia que encanta; assim como a trilha sonora que em alguns momentos se destaca e em outros fica meio comprimida, mas não deixa de ser espetacular e por último a direção de arte que foi feita nos mínimos detalhes possíveis além de dar um toque sensacional no enredo.
Por último, mas não menos importante, o prestígio mundial do filme deve-se também a convincente atuação de todo o elenco, destacando é claro, a personagem-título interpretada por Audrey Tautou que conseguiu trazer algo de novo para a história, interpretando de forma singela entretanto bem trabalhada uma personagem que de fato se expressa muito através de caras e bocas caricatas.
Após esse "desabafo", apesar da história começar com bastante energia e de forma contagiante, sinto em informar que em determinada parte do filme a história trava e continua assim até o final, sem a energia inicial que o roteiro propõe, mas nem tudo é perfeito. Claro que o resultado final não foi adorado por todos por dizerem que a obra é apenas bonitinha (ou nem isso), nada muito além disso e em parte tenho que admitir que concordo.
Mas apenas finalizando, só assistindo ao "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain" para entender o que estou falando, mas apesar de ser um filme sensacional, não posso dizer que se tornou um dos meus filmes favoritos, mas aconselho você a se entregar a essa personagem única, porque certamente ela deve conquistar você.
Nota: 8,7

-> Extras:

- Trailer: